Eu confesso que já deixei de querer ouvir falar na crise, deixei de ver as notícias (só leio as que me interessam via net) e gosto de ser optimista! Penso sempre que devo tentar dar a volta à minha vida fazendo os meus cortes, as minhas poupanças, etc. e tentar culpar "coisas externas" pelo que acontece comigo e com a minha vida!
Mas hoje quando abri as notícias e li que o FMI propõe uma nova vaga de austeridade, que é provável que o nosso salário volte a descer e que a minha profissão é considerada privilegiada e demasiado bem paga, fiquei a achar que isto não é mais do que tentar lixar (com F maiúsculo) o trabalhador.
Não os ouvi dizer que os políticos têm uma profissão privilegiada e eles é que só precisam trabalhar 6 meses para ficarem com regalias para a vida toda. Eu se faço horas extraordinárias é porque o ordenado não é assim tão bom, porque preferia mil vezes estar no sofá enroscadinha com o J. a ver um filme... na minha profissão privilegiada, quando acabar a especialidade se não tiver emprego, não tenho direito a subsídio de desemprego (muito menos motoristas, etc).
Eu tenho uma profissão de imensa responsabilidade e o meu recibo de ordenado diz lá: valor hora - €9 e qualquer coisa... Sou privilegiada? Admito que alguém sem emprego e que sempre se esforçou na vida me diga que o sou... não admito que um bando de gente que se passeia nos carrões com motorista e que nem a hospitais públicos vai me diga uma coisa dessas... porque não sabem o quanto sempre me esforcei e me continuo a esforçar para desempenhar a minha profissão como deve ser.
Por isso, políticos de Portugal, senhores do FMI: venham-me dizer que sou privilegiada quando trabalharem tanto como eu e se ganharem menos (o que sei que nunca irá acontecer!)
Mas hoje quando abri as notícias e li que o FMI propõe uma nova vaga de austeridade, que é provável que o nosso salário volte a descer e que a minha profissão é considerada privilegiada e demasiado bem paga, fiquei a achar que isto não é mais do que tentar lixar (com F maiúsculo) o trabalhador.
Não os ouvi dizer que os políticos têm uma profissão privilegiada e eles é que só precisam trabalhar 6 meses para ficarem com regalias para a vida toda. Eu se faço horas extraordinárias é porque o ordenado não é assim tão bom, porque preferia mil vezes estar no sofá enroscadinha com o J. a ver um filme... na minha profissão privilegiada, quando acabar a especialidade se não tiver emprego, não tenho direito a subsídio de desemprego (muito menos motoristas, etc).
Eu tenho uma profissão de imensa responsabilidade e o meu recibo de ordenado diz lá: valor hora - €9 e qualquer coisa... Sou privilegiada? Admito que alguém sem emprego e que sempre se esforçou na vida me diga que o sou... não admito que um bando de gente que se passeia nos carrões com motorista e que nem a hospitais públicos vai me diga uma coisa dessas... porque não sabem o quanto sempre me esforcei e me continuo a esforçar para desempenhar a minha profissão como deve ser.
Por isso, políticos de Portugal, senhores do FMI: venham-me dizer que sou privilegiada quando trabalharem tanto como eu e se ganharem menos (o que sei que nunca irá acontecer!)
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